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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Não julgue antes de saber a veracidade dos fatos


Por Leandro Louzada

Texto base: Atos 11.1-18

Cornélio e todos que estavam em sua casa, receberam a mensagem do Evangelho, foram selados pelo Espírito Santo e batizados nas águas.
A mensagem do Reino ultrapassou os judeus chegando aos gentios.
Mas como essa notícia chegou aos ouvidos dos judeus? Lembrando que era proibido um judeu ter contato com um gentio, mas agora um judeu não só teve um contato, como pregou o Evangelho que até então era só dos Judeus e ainda ficou hospedado na casa do gentio Cornélio. Imagine como essa notícia chegou aos líderes da igreja de Jerusalém.
Vejamos como chegou e de que forma Pedro explicou seu contato com os gentios:

1)      A notícia chegou através do boca a boca (v.1-2).

As pessoas ficaram sabendo do ocorrido e começaram a espalhar a notícia, o verdadeiro telefone sem fio.
Os cristãos de Jerusalém, ficaram sabendo que alguns estrangeiros que não eram judeus agora eram parte da comunidade cristã.
Quantas vezes escutamos uma conversa sobre alguém, ou algum fato que certa pessoa estava no meio e logo começamos a repassar tal fato, sem saber ao certo o que aconteceu.
Quando a notícia chega baseada em boatos e disse me disse, acaba resultando:

2)      Alteração dos fatos e julgamento precipitado (v.3)

Logo que Pedro voltou para Jerusalém, os líderes vieram pra cima dele, pois sabiam de tudo que aconteceu na casa de Cornélio. Mas eles sabiam tudo não através de Pedro ou de seus amigos residentes em Jope que o acompanhou até a casa do centurião, e sim de terceiros que não presenciaram os fatos.
Os líderes de Jerusalém, cheios de razão, respaldados por conversinhas de terceiros falaram para Pedro: “O que você pensa que está fazendo, envolvendo-se com essa gente, comendo o que é proibido e arruinando nossa reputação?
Estavam fazendo um julgamento precipitado, ao invés de dialogar e perguntar a Pedro sobre as conversas que chegaram aos seus ouvidos, julgaram o mesmo de forma precipitada.
Muitas vezes caímos neste erro, julgamos as pessoas de forma precipitada, ao invés de chamá-las para esclarecer os fatos, as condenamos. Procure saber o que aconteceu antes de fazer juízo sobre alguém.
Diante disso, Pedro respondeu os líderes de Jerusalém, mas como será que foi sua resposta?

3)      Pedro respondeu com mansidão, humildade e sabedoria (v.4.17).

Pedro não discutiu, não brigou, não ficou com raivinha, não ficou se fazendo de vítima, porém teve mansidão, humildade e sabedoria, ele sabia que tudo que estava acontecendo era novo, pois ele mesmo ficou surpreso com aquele acontecimento, também sabia que tudo poderia se perder, Pedro mais uma vez é quebrado por Deus, pois o mesmo era muito temperamental, agia por impulso, agora se controla e responde explicando o que de fato havia acontecido:

·         Recebeu uma visão de Deus (v.4-10);
·         Recebeu uma ordem de Deus (v.11-12);
·         Recebeu uma preparação de Deus (v.13-14);
·         Tudo que aconteceu foi mediante a ação de Deus (v.15-17).

Precisamos aprender com Pedro, quando você for caluniado, quando levantarem boatos sobre sua conduta moral, quando falarem inverdades acerca de algum fato que presenciou de longe ou pegou o bonde andando. Não vingue, brigue, xingue, porém tenha mansidão, humildade e sabedoria, assim Deus abençoará a sua vida e da (as) pessoa (as), que falou aquilo que não tinha certeza, conversas frutos de fofoca.
Conclusão: Devido a conversas de terceiros, Pedro foi julgado precipitadamente pelos líderes de Jerusalém, mas com mansidão, humildade e sabedoria o mesmo explicou tudo que havia acontecido e o resultado da sua explicação está no verso 18: “Ao ouvir o relato, eles ficaram quietos e, em seguida, começaram a louvar a Deus: “Então aconteceu! Deus se manifestou a outras nações, abrindo para elas o caminho”. F.F Bruce diz: “... pararam de criticar e começaram a louvar”.
Os líderes descobriram que os fatos não era bem aquilo que ouviram de terceiros. Imagina se Pedro não explica, como ficaria a evangelização dos gentios sem o apoio de Jerusalém, cidade do berço da fé?
Muitas vezes somos faladores, como as pessoas que contaram aos líderes de Jerusalém, outras vezes somos como os líderes que recebem como verdade aquilo que pessoas ouviram falar e ainda outros são como Pedro, são julgadas, condenadas e injustiçadas, mas mesmo assim agem com mansidão, humildade e sabedoria.
Como estamos agindo diante dos fatos narrados e explicados acima? O que precisamos mudar para sermos mais parecidos com Cristo?
Não julgue antes de saber a veracidade dos fatos! 
Deus abençoe nossas vidas e nos ajude a sermos pessoas melhores a cada dia!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A conversão de Cornélio e a mudança de mentalidade de Pedro – Parte I


Por Leandro Louzada

Texto base: Atos 10.1-8

Pedro acabará de resolver com ousadia aos desafios da doença e da morte, e agora, como responderá e resolverá os problemas da discriminação racial e religiosa?
Em Atos 9.43, Lucas relata que após a cura de Enéias e a ressurreição de Tabita, Pedro ficou por um grande tempo na casa de um curtidor chamado Simão.
Ser um curtidor significava trabalhar com animais mortos, transformando suas peles em couro. Para os judeus, essa pratica era imprópria para fé judia e todos que praticassem esse ofício seriam considerados cerimonialmente impuros.
Mas Pedro não importa com isso, ele se hospeda na casa deste homem, Deus já estava começando a trabalhar no coração de Pedro, esse era o ponto de partida para o apóstolo entender que a fé em Cristo ultrapassa os muros religiosos e raciais.
A seguir veremos o chamado de Pedro para pregar aos gentios, precisamente a Cornélio.
Jesus deu “as chaves do reino” para Pedro, e o mesmo as usou para abrir o reino de Deus para os judeus, depois aos samaritanos e agora as usará novamente para abrir o reino aos gentios, através da conversão e batismo de Cornélio o primeiro gentio a se converter ao cristianismo.
Mas você me pergunta quem foi Cornélio?
Cornélio era um centurião que estava servindo na cidade de Cesaréia, nesta cidade ficava uma guarnição romana. Este homem era um centurião da coorte, chamada italiana. A coorte consistia em seis centúrias, dez coortes formavam uma legião, então ser um centurião significava ser líder de cem homens, ou seja, Cornélio tinha um cargo que corresponderia a um capitão.
Cornélio também era um homem exemplar um bom pai de família, todos da sua casa eram piedosos, era generoso, ajudava os necessitados, era um homem de oração e temente a Deus. Porém Cornélio não era judeu, talvez fosse um “quase judeu”, tinha aceitado o monoteísmo e os padrões éticos dos judeus, mas não era circuncidado, embora tivesse um bom testemunho de toda a nação judia, era um gentio, um estranho excluído da aliança de Deus.
Entretanto, o propósito de Deus era abençoar todas as famílias da terra (Gn 12.1-4). Os salmistas e profetas predisseram isso:

Salmo 22.27-28: “Lembrar-se-ão do Senhor e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações. Pois do Senhor é o reino, é ele quem governa as nações”.
Isaías 42.6: “Eu, o Senhor, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios”.
Joel 2.28: “E acontecerá, depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne...”

O grande problema foi que o povo de Israel distorceu a doutrina da eleição, transformando-a em doutrina do favoritismo, assim consideraram os gentios como “cães”, criaram um preconceito racial e religioso, ao ponto de um judeu não poder entrar na casa de um gentio e  ter qualquer tipo de relacionamento com eles era proibido. Nenhum judeu sentava para comer com um gentio.
Havia grande preconceito por parte dos judeus aos gentios e isso precisaria mudar, em atos 10 veremos como se iniciou essa mudança:

1)      Pedro foi o instrumento usado por Deus

Cornélio é instruído por um anjo para mandar buscar Pedro. Interessante é que o anjo diz que as esmolas e orações de Cornélio haviam subido até Deus, mas isso não bastava. O centurião era um homem zeloso de boas obras e oração, mas ainda não havia recebido o Espírito Santo, ou seja, ainda não tinha tido um encontro com Jesus Cristo.
Mas como ele encontraria Cristo? Através da vida e testemunho de Pedro, Deus poderia muito bem usar o anjo para explicar o evangelho do Reino para o centurião, porém Deus preferiu usar Pedro.

2)      Cornélio um homem que estava acostumado a dar ordens agora estava recebendo ordens

Um anjo apareceu a Cornélio e deu a seguinte ordem, mandar mensageiros a Jope, que ficava cerca de 51 quilômetros seguindo pelo litoral sul, da sua residência, para buscar Pedro que estava hospedado na casa de Simão o curtidor.

Podemos aprender algumas coisas neste texto:

1)      Deus salva quem ele quer;
2)      A piedade e prática da oração não podem me salvar;
3)      Você é instrumento nas mãos de Deus;
4)      Todos os homens devem se dobrar diante de Deus.

Todos esses acontecimentos preparam o cenário para o que se segue, as perguntas que ficam no ar são: Como Deus lidaria agora com Pedro? Como ele conseguiria se livrar do preconceito racial e religioso? Veremos a conversão de Cornélio, mas precisamente a transformação da mentalidade de Pedro.
Fique atento aos próximos estudos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A autenticidade do apostolado de Pedro e o real objetivo dos milagres


Por Leandro Louzada

Texto Base: Atos 9.32-43

A conversão de Saulo de Tarso sai de cena e agora Lucas passa narrar as três histórias de Pedro, onde o tema principal é a conversão do gentio Cornélio ao cristianismo, ponto fundamental para compreendermos o início da evangelização dos gentios (não-judeus).
As três histórias de Pedro selecionadas por Lucas, citados por John Stott são:

·    A história de um milagre (Como Enéias foi curado e Tabita ressuscitada).
·    A história de uma conversão (Como Cornélio abraçou a fé).
·   A história de uma fuga (Como Pedro foi liberto da prisão e das más intenções de Herodes).

Essas histórias podem ser vistas, como um forma de confrontação com a doença e morte, alienação gentílica e tirania política. Mas podemos notar que cada conflito se resultou em uma vitória, Enéias foi curando, Tabita reviveu, Cornélio converteu-se e Pedro foi liberto da prisão.
Nesse estudo, abordaremos a cura de Enéias e a ressurreição de Tabita, veremos quais implicações e aplicações estes dois eventos tem  para a igreja de Cristo no século XXI.

1)      Pedro anunciava o Evangelho, mas também visitava os irmãos na fé (v.31-32).

O objetivo de Pedro não era somente pregar o evangelho, mas visitar os santos.

Em uma de suas viagens, Pedro se depara com dois acontecimentos, quando estava em Lida, que ficava cerca de 20km de Jope, ficou sabendo que naquela cidade habitava um homem chamado Enéias, que estava paralítico e jazia na cama há 8 anos e em Jope, cidade que localizava o porto mais perto de Jerusalém, morava uma mulher chamada Tabita, também conhecida por Dorcas, cujo significado do seu nome é gazela. O autor de Atos, descreve Tabita como um discípula, está era uma costureira, provavelmente produzia roupas íntimas, túnicas e vestimentas (v.39), para as pessoas necessitadas. Mas inesperadamente ela adoeceu e morreu.
Esses são os dois acontecimentos, enfermidade de Enéias e óbito de Tabita, diante disso, passaremos a observar:

2)      A autenticidade do apostolado de Pedro e o real objetivo dos milagres:

Pedro seguiu o exemplo de Jesus

Em ambos os casos Pedro fez aquilo que Cristo havia feito, observe o que Jesus disse ao paralítico de Cafarnaum: “Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa (Marcos 2.11). E também o que ele disse a filha de Jairo: “Talita, levanta-te” (Marcos 5.41).
Comparando as duas falas de Jesus, diante destes dois milagres, podemos notar que Pedro com Enéias e Tabiba procede quase de forma idêntica a de Cristo.
Ser Cristão significa que devo imitar a Cristo, Paulo disse: “Seja meus imitadores como eu sou de Cristo”. Nosso dever não é agir da forma que acho ser a correta, porém da forma que a Palavra de Deus mostra que deve fazer. Pedro só fez aquilo que ele aprendeu, mas mais do que isso, Pedro fez aquilo que ele recebeu autoridade para fazer, quando Cristo chamou Pedro na beira do mar da galiléia (Mateus 5.1-11), ele disse que Pedro não pescaria mais peixe, porém homens, e na grande comissão Jesus entrega toda autoridade aos discípulos (Marcos 16.17).

Pedro agiu no poder de Jesus

Ambos os milagres foram operados pelo poder de Jesus Cristo. Pedro sabia que com suas palavras não venceria a enfermidade e a morte, por isso ele disse ao paralítico (v.34), Jesus Cristo te cura! E antes de dirigir-se a Tabita, ajoelhou e orou (v.40) e o próprio Pedro relatou, pois não havia ninguém no quarto de Tabita, pois o mesmo pediu que todos se retirassem.
Acho que isso tem faltado nas nossas igrejas e em nossa vivencia como Cristão, agir no poder de Jesus e colocar-se de joelhos em oração. A igreja de Cristo não é guiada pelo CNPJ de uma instituição, porém, pelos joelhos. Muitas coisas não acontecem em nosso meio por falta de oração, muitas coisas que acontecem e não deveria acontecer são resultados da ação humana e não divina.
Até quando vamos insistir em acharmos que temos o controle de tudo e podemos fazer tudo que quisermos?
Pedro agiu no poder de Jesus e se humilhou em oração aos pés de Jesus, para que o impossível acontecesse.

Pedro mostrou que os milagres são sinais da salvação de Jesus.

Por confiar no poder de Jesus, Pedro foi ousado e em ambos os milagres ele usou a expressão “Anastheti”, que significa: Levanta-te! Essa expressão é usada para demonstrar a ação de Deus na ressurreição de Jesus. Não que o fato foi o mesmo, pois ambos foram curados da enfermidade e morte, mas em determinado momento de suas existências eles morreram, porém Jesus está vivo. Mas essa expressão nos ensina que nós pecadores somos levantados dentre os mortos pelo poder da ressurreição.
Da mesma forma que Pedro disse para Tabita e Enéias, Anastheti, levanta-te e diz para nós pecadores, levanta-te da cama do pecado, da morte eterna e fique sarado, receba uma nova vida em Cristo Jesus.

Pedro mostra que os milagres resultam na glória de Deus.

Ambos os milagres resultaram na glória de Deus. Quando Enéias foi curado, “todos” os habitantes de Lida e Sarona se converteram ao Senhor (v.35). Todos como diz o reformador Calvino, não quer dizer todas as pessoas, porém todas as vezes que aparece essa palavra na Bíblia se refere a grandes multidões, muitas pessoas e a maioria.
Semelhantemente, quando Tabita foi ressuscitada, toda cidade de Jope ficou sabendo e isso resultou na conversão de muitas pessoas (v.42).
Os milagres devem redundar na glória de Deus. Hoje parece que é o inverso, os milagres são realizados para glória do homem, da igreja, da pessoa que recebe o milagre, muitas vezes até usam a expressão “para glória de Deus”, “o nome do Senhor seja glorificada”, mas em suas ações mostram o oposto. Quando isso acontece, como podemos observar no relato de Simão o mágico em Atos 8, os milagres não vem de Deus, por isso precisamos sempre lembrar nem todos os milagres vem de Deus.

Lucas mostra a autoridade de Pedro para operar milagres, mas faz algumas ressalvas:
·         Os milagres devem ser realizados no poder de Deus, sempre em continua oração;
·         Os milagres são sinais da salvação de Jesus;
·         Os milagres devem resultar na glória de Deus.
Agindo desta maneira seremos tremendamente usados por Deus e cumpriremos a sua vontade.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O testemunho de Pedro acerca de Jesus

Por Leandro Louzada

Atos 2.22-41

Quando Pedro pede atenção dos varões israelitas, suas primeiras palavras são: “Jesus, o Nazareno” e depois desta afirmação, ele conta a história de Jesus em 5 estágios:

1) Sua vida e ministério (v.22).

Jesus era o varão aprovado por Deus, com obras sobrenaturais. Pedro usa três palavras para comprovar sua argumentação, milagres, prodígios e sinais. Os milagres foram realizados por Jesus para demonstrar o poder de Deus, os prodígios para provocar perplexidade e sinais para ilustrar uma verdade espiritual, todos estes feitos foram realizados por Jesus publicamente e todos culminavam para glória de Deus.

2)  Sua morte (v.23).

Jesus morreu através das mãos dos soldados, mas também para cumprir a vontade de Deus. Para salvar os pecadores era necessário a sua morte.

3) Sua ressurreição (v.24-32).

Pedro cita o Salmo 16.8-11 para mostrar que Jesus Cristo morreu, mas Deus o ressuscitou.

4)  Sua exaltação (v.33-36).

Pedro mais uma vez usa o Antigo Testamento para reforçar sua argumentação. Ele cita o Salmo 110, para provar a ascensão de Jesus. Pedro quer mostrar para o povo, que o mesmo Jesus que eles crucificaram, Deus o ressuscitou e exaltou como Senhor e Cristo.

5)  Sua salvação (v.37-39).

Ao ouvir esta mensagem o povo o coração do povo foi “compungido”, isto é, convictos de seus pecados e com a consciência pesada, os ouvintes de Pedro perguntaram ansiosamente o que deveriam fazer. Pedro prontamente lhes respondeu que deveriam arrepender-se de seus pecados e serem batizados. Naquele dia, cerca de três mil pessoas compreenderam e foram convencidas por aquela palavra, sendo assim, passaram a seguir o ensino dos apóstolos, a vida em comunidade, a refeição comunitária e a prática da oração.


Jesus era um homem, mas sua divindade era reconhecida por seus milagres, foi morto por mãos iníquas, mas segundo o propósito de Deus, ressurgiu dos mortos como previa os profetas e testemunharam os apóstolos, foi elevado a destra de Deus, e de lá derramou o seu Espírito Santo e dá o perdão e o Espírito Santo a todos que se arrependem e crêem.
Os que compreenderam esta mensagem receberam dois presentes:” O perdão de Deus e a Dádiva do Espírito Santo”.
Se você compreendeu isso, feche os seus olhos e ore ao Senhor, pedindo perdão dos seus pecados, assim Ele invadirá seu coração e mudará o seu ser por completo.
Deus nos abençoe sempre!!!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A pesca, a fogueira, o pão e o peixe

Por Leandro Louzada 

 Texto base: João 21.1-22 

 É possível que aqueles que se desviaram sejam restaurados, que aqueles que negaram a Cristo recebam outra chance? No Evangelho de Lucas no capítulo 5 nos versos de 1 a 11, relata como Jesus chamou seus primeiros discípulos. Certo dia Jesus estava perto do mar da galiléia e a multidão lhe apertava de todos os lados para ouvir a palavra de Deus, vendo dois barcos a beira do lago que havia sido deixado pelos pescadores que lavam suas redes, entrou em um deles, este era de Simão, e pediu-lhe que o afastasse da praia um pouco e assim pregou e ensinou a multidão. Acabando o sermão Jesus mandou Simão ir até as águas mais fundas e lançar as redes, Simão retrucou-lhe dizendo que passaram a noite toda tentando pescar e não conseguiram pegar nada, mas como foi Ele que pediu, iria atendê-lo. Lançaram as redes e pegaram tantos peixes que foi necessário a ajuda de outro barco para recolhê-los, e mesmo assim quase ambos os barcos afundaram, do tamanho que foi a pesca. Depois de ver isso tudo, Simão Pedro prostrou em terra dizendo que Jesus deveria afastar-se dele, pois o mesmo era um pecador, e não só ele ficou atônico, mas todos os seus companheiros de pesca. Mas Pedro não conhecia Jesus, não sabia que ele escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as sabias. Jesus chama Simão Pedro e diz que ele não deveria ter medo, pois ele não seria mais um pescador de peixes e sim de homens. Pedro é chamado por Jesus para andar lado a lado com ele e fazer sua vontade. Pedro mostra-se um homem temente a Deus, ao ponto de reconhecer que Jesus era o Cristo o Filho do Deus vivo em um contexto que a maioria achava que o mesmo era apenas um profeta, por sua vez Pedro tinha um temperamento forte, ansioso, precipitado, imaturo, mas o maior erro de Pedro foi negar Jesus. Na noite que Jesus prediz a traição de Judas, Pedro disse que daria a sua vida por Jesus, prontamente Jesus lhes respondeu que antes que o galo cantasse, 3 vezes Pedro lhe trairia (João 13.37-38). Em João 18.15- 18, 25-27, Pedro nega Jesus três vezes e logo após o galo canta, cumprindo o que Jesus havia dito. Como negamos Jesus Cristo?

•Quando não aceitamos que Jesus é Deus; 
•Quando negamos a trindade, pai filho e espírito santo, o mesmo Deus. 
•Quando não amamos o nosso próximo: Falamos mal, omissos, odiamos, não sendo hospitaleiro, bondoso, mal testemunho diante dos não crentes e crentes, criticamos e não trazemos soluções. 

 Jesus morre na cruz, mas ao terceiro dia ressuscita, aparece para Maria Madalena, aos seus discípulos, Tomé e agora reencontrará Pedro, aquele que o negou. Como seria este reencontro? Pense como você reencontraria uma pessoa que lhe traiu? Jesus prepara todo o cenário do reencontro com Pedro, vejamos o que podemos aprender com o reencontro de Jesus e Pedro.

1)A pesca Jesus prepara um cenário conhecido de Pedro. 

Acabamos de ver acima que Jesus chamou a Pedro no mar da galiléia, quando o mesmo estava pescando na companhia de outras pessoas, que não havia pescado nada e que um certo “homem” aparecerá e lhe mandou pescar em determinado lugar novamente e que está pesca foi fascinante. Neste mesmo dia Jesus chamou Pedro, agora Ele prepara o mesmo cenário para restaurar a vida de Pedro. Jesus nos coloca em determinadas situações para nos moldar e restaurar as nossas vidas. Jesus faz como Jeremias, trás a memória de Pedro aquilo que lhe daria esperança. 

Hoje Jesus preparou este cenário para reencontrar você. Pedro não deixou de ser discípulo para ser reencontrado, mas Pedro estava ferido, havia negado o mestre, aquele que o chamou para pescar homens. Talvez muitos de vocês mesmo sendo discípulos, estão feridos, sem direção, apenas lançando redes ao mar. 

 2)A fogueira Jesus transforma a maldição em benção (v.9) 

Pedro após reconhecer através de João, que o homem que lhes ordenará jogar a rede no lado direito do barco, vestiu sua capa e lançou-se ao mar, começou a nadar rumo a Jesus, quando chegou até Ele, o mesmo havia preparado uma fogueira com peixes e um pouco de pão. Jesus confronta Pedro com a fogueira. Quando Pedro negou Jesus por três vezes ele estava aonde? Com soldados romanos ao lado de uma fogueira. Jesus usa o cenário da negação para tratar o coração de Pedro. 

Qual é a fogueira que você precisa ver hoje? Jesus agora coloca esta fogueira na sua frente. Mas o que mudou no cenário na negação? Na noite da negação estava ao lado de Pedro na fogueira, soldados, agora Pedro esta na fogueira com Jesus. 

3)O pão e o peixe Jesus restaura Pedro dando-lhe uma nova chance (v.10-14). 

Jesus prepara os peixes na fogueira, depois faz uma refeição comunitária, reparte os pães e peixes entre os discípulos. Qual é o famoso cenário de refeição que conhecemos? A ceia do Senhor, um momento de contrição e arrependimento. Jesus restaura a vida de Pedro. A fogueira não significava mais negação e perda de sentido, mas agora passa a ser o inicio de um novo ciclo, ao partir o pão e o peixe e entregar aos discípulos Jesus mostra que ainda tem intimidade com eles e inclusive com Pedro. Jesus comissiona Pedro (v.15-22). Jesus não queria saber mais sobre o que aconteceu, porque Pedro o havia negado, ou qual castigo Pedro deveria receber, apenas pergunta a Pedro: “Pedro, você me ama?”. Ele negou Jesus por três vezes, agora Jesus prepara a pesca, a fogueira, o pão e o peixe, para Pedro dizer por três vezes que o amava. Irmãos, hoje Deus quer nos dar uma nova chance, Ele trás até nós lembranças de quando e como nos chamou, mostra onde caímos, busca o nosso arrependimento e nos trata por completo. 

Mas você me pergunta, porque Jesus tratou Pedro? Porque Pedro tinha uma missão, e esta era, cuidar dos cordeiros de Jesus e pastorear suas ovelhas e cuidar. Isso tudo se resumia em uma palavra: Segui-me!!! Vocês amam Jesus? Arrependa-se dos seus pecados, seja tratado por Jesus e cumpra o chamado de Cristo nesta terra. Deus hoje nos dá uma nova chance, o que faremos??? Deus nos abençoe, amém!!!