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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O testemunho de Pedro acerca de Jesus

Por Leandro Louzada

Atos 2.22-41

Quando Pedro pede atenção dos varões israelitas, suas primeiras palavras são: “Jesus, o Nazareno” e depois desta afirmação, ele conta a história de Jesus em 5 estágios:

1) Sua vida e ministério (v.22).

Jesus era o varão aprovado por Deus, com obras sobrenaturais. Pedro usa três palavras para comprovar sua argumentação, milagres, prodígios e sinais. Os milagres foram realizados por Jesus para demonstrar o poder de Deus, os prodígios para provocar perplexidade e sinais para ilustrar uma verdade espiritual, todos estes feitos foram realizados por Jesus publicamente e todos culminavam para glória de Deus.

2)  Sua morte (v.23).

Jesus morreu através das mãos dos soldados, mas também para cumprir a vontade de Deus. Para salvar os pecadores era necessário a sua morte.

3) Sua ressurreição (v.24-32).

Pedro cita o Salmo 16.8-11 para mostrar que Jesus Cristo morreu, mas Deus o ressuscitou.

4)  Sua exaltação (v.33-36).

Pedro mais uma vez usa o Antigo Testamento para reforçar sua argumentação. Ele cita o Salmo 110, para provar a ascensão de Jesus. Pedro quer mostrar para o povo, que o mesmo Jesus que eles crucificaram, Deus o ressuscitou e exaltou como Senhor e Cristo.

5)  Sua salvação (v.37-39).

Ao ouvir esta mensagem o povo o coração do povo foi “compungido”, isto é, convictos de seus pecados e com a consciência pesada, os ouvintes de Pedro perguntaram ansiosamente o que deveriam fazer. Pedro prontamente lhes respondeu que deveriam arrepender-se de seus pecados e serem batizados. Naquele dia, cerca de três mil pessoas compreenderam e foram convencidas por aquela palavra, sendo assim, passaram a seguir o ensino dos apóstolos, a vida em comunidade, a refeição comunitária e a prática da oração.


Jesus era um homem, mas sua divindade era reconhecida por seus milagres, foi morto por mãos iníquas, mas segundo o propósito de Deus, ressurgiu dos mortos como previa os profetas e testemunharam os apóstolos, foi elevado a destra de Deus, e de lá derramou o seu Espírito Santo e dá o perdão e o Espírito Santo a todos que se arrependem e crêem.
Os que compreenderam esta mensagem receberam dois presentes:” O perdão de Deus e a Dádiva do Espírito Santo”.
Se você compreendeu isso, feche os seus olhos e ore ao Senhor, pedindo perdão dos seus pecados, assim Ele invadirá seu coração e mudará o seu ser por completo.
Deus nos abençoe sempre!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

As igrejas devem convidar as pessoas a virem à frente?

Por Jonathan Leeman

Pergunta: “Venho de um contexto avivalista e estou cansado de convites para que pessoas venham à frente e de convites manipuladores. No entanto, meu desejo não é deixar as igrejas mergulhadas nesta tradição, e sim continuar ministrando com uma teologia de conversão mais forte.

Como aluno de seminário, tenho oportunidades de pregar em igrejas onde é costume fazer um convite no final da mensagem. Sinto-me frequentemente inseguro e intranquilo em relação à maneira de terminar uma mensagem, não querendo cometer os erros comuns ao avivalismo, sem, ao mesmo tempo, ofender desnecessariamente.

Vocês poderiam me oferecer alguns princípios para reter uma forte teologia de conversão, quando termino cultos de igrejas acostumadas com convites públicos?”

Resposta:

Antes de eu chegar, os pastores anteriores sempre fizeram convites para pessoas virem à frente. Estava em meu primeiro mês de um pastorado interino, e as pessoas começaram a me perguntar se eu faria convites ou não. Recordo uma conversa que tive com um irmão querido – um bom amigo até hoje – durante uma longa carona. A conversa foi dedicada a este assunto.

Eu disse a este irmão e aos demais presbíteros que eu não faria convites para pessoas virem à frente. Por que não?

Por que eu penso que isso é errado? Não, acho que um pastor é livre para fazer um desses convites. Não é pecado.

Por que não creio que as pessoas têm de fazer uma decisão por Cristo? Não, acho que as pessoas têm de decidir arrepender-se e crer para serem salvas.

Por que eu não acho que Jesus nos chama a fazer uma confissão pública? Não, as pessoas têm de confessar publicamente a sua fé. Foi por isso que Jesus instituiu o batismo.

Por que eu acho que convidar pecadores ao arrependimento é inerentemente manipulador? Não, creio que os pregadores devem convidar, por meio dosseus sermões, os não cristãos a se arrependerem e crerem. E fiz isso durante o pastorado interino e o fiz no último domingo, quando preguei como pastor convidado em outro igreja. No meio do sermão, convidei com bastante clareza os não cristãos a se arrependerem e crerem; e lhes disse que falassem comigo depois do culto, ou com o pastor, ou com outro amigo cristão que os trouxera à igreja.

Então, por que não convido pessoas a virem à frente? Em resumo, eu creio que esta prática criada pelo homem, esta inovação procedente do século XIX tem causado mais mal do que bem às igrejas cristãs no Ocidente. O convite para vir à frente confia nos poderes das emoções, na persuasão retórica e na pressão social para induzir as pessoas a uma decisão apressada e prematura. E produzir profissões não é o mesmo que fazer discípulos. Certamente, diversos fatores são responsáveis pela existência de muitos cristãos nominais que caracterizam o cristianismo no Ocidente, mas eu creio que o convite para vir à frente é um desses fatores.

Quantas pessoas, no último século, vieram à frente e passaram o resto de sua vida convencidas de que eram cristãs, sem jamais se importarem com sua maneira de viver!

A alternativa para o convite de vir à frente é perseverarmos nas práticas que vemos exemplificadas nas Escrituras:

1º Durante o sermão, convide as pessoas a se arrependerem e serem batizadas, como Pedro o fez em Jerusalém (At 2.38). Mas, quando você fizer isso, não fique em pé no púlpito, esperando com música carregada de emoção, fitando as pessoas até que elas cedam. Pelo contrário, faça várias sugestões a respeito de como e onde conversar mais sobre o assunto.

2º Pergunte às pessoas o que elas creem quando se apresentam para pedir o batismo, como Jesus se assegurou de que os discípulos soubessem quem ele era (Mt 16.13-17; também 1 Jo 4.1-3).

3º Tenha certeza de que as pessoas entendem o que está envolvido em seguir a Jesus (Mt 16.24, 25; Jo 6.53-60).

4º Explique-lhes que os frutos produzidos em sua vida e a perseverança até ao fim indicarão se elas creem verdadeiramente ou não (Mt 7.24, 25; 10.22).

5º Você pode até explicar que Jesus mandou a igreja remover de sua comunhão pessoas cuja vida não se harmoniza com o que elas professam crer (Mt 18.15-17).

Sim, oremos muito por conversões. Mas, depois, façamos tudo que a Escritura exige de nós na obra de fazer discípulos – uma obra que, geralmente, exige muito ensino, muito tempo, muitos convites, muitas refeições juntos e, por fim, o compromisso de todo o corpo da igreja.

Jonathan Leeman é o diretor editorial do ministério 9 Marcas. Ele é o autor deThe Church and the Surprising Offense of God’s Love (lançamento previsto para Maio 2012 pela Fiel). Leeman será um dos preletores do quarto módulo do Curso Fiel de Liderança – CFL em 27 de outubro de 2012

Fonte: Blog da editora fiel