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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Não julgue antes de saber a veracidade dos fatos


Por Leandro Louzada

Texto base: Atos 11.1-18

Cornélio e todos que estavam em sua casa, receberam a mensagem do Evangelho, foram selados pelo Espírito Santo e batizados nas águas.
A mensagem do Reino ultrapassou os judeus chegando aos gentios.
Mas como essa notícia chegou aos ouvidos dos judeus? Lembrando que era proibido um judeu ter contato com um gentio, mas agora um judeu não só teve um contato, como pregou o Evangelho que até então era só dos Judeus e ainda ficou hospedado na casa do gentio Cornélio. Imagine como essa notícia chegou aos líderes da igreja de Jerusalém.
Vejamos como chegou e de que forma Pedro explicou seu contato com os gentios:

1)      A notícia chegou através do boca a boca (v.1-2).

As pessoas ficaram sabendo do ocorrido e começaram a espalhar a notícia, o verdadeiro telefone sem fio.
Os cristãos de Jerusalém, ficaram sabendo que alguns estrangeiros que não eram judeus agora eram parte da comunidade cristã.
Quantas vezes escutamos uma conversa sobre alguém, ou algum fato que certa pessoa estava no meio e logo começamos a repassar tal fato, sem saber ao certo o que aconteceu.
Quando a notícia chega baseada em boatos e disse me disse, acaba resultando:

2)      Alteração dos fatos e julgamento precipitado (v.3)

Logo que Pedro voltou para Jerusalém, os líderes vieram pra cima dele, pois sabiam de tudo que aconteceu na casa de Cornélio. Mas eles sabiam tudo não através de Pedro ou de seus amigos residentes em Jope que o acompanhou até a casa do centurião, e sim de terceiros que não presenciaram os fatos.
Os líderes de Jerusalém, cheios de razão, respaldados por conversinhas de terceiros falaram para Pedro: “O que você pensa que está fazendo, envolvendo-se com essa gente, comendo o que é proibido e arruinando nossa reputação?
Estavam fazendo um julgamento precipitado, ao invés de dialogar e perguntar a Pedro sobre as conversas que chegaram aos seus ouvidos, julgaram o mesmo de forma precipitada.
Muitas vezes caímos neste erro, julgamos as pessoas de forma precipitada, ao invés de chamá-las para esclarecer os fatos, as condenamos. Procure saber o que aconteceu antes de fazer juízo sobre alguém.
Diante disso, Pedro respondeu os líderes de Jerusalém, mas como será que foi sua resposta?

3)      Pedro respondeu com mansidão, humildade e sabedoria (v.4.17).

Pedro não discutiu, não brigou, não ficou com raivinha, não ficou se fazendo de vítima, porém teve mansidão, humildade e sabedoria, ele sabia que tudo que estava acontecendo era novo, pois ele mesmo ficou surpreso com aquele acontecimento, também sabia que tudo poderia se perder, Pedro mais uma vez é quebrado por Deus, pois o mesmo era muito temperamental, agia por impulso, agora se controla e responde explicando o que de fato havia acontecido:

·         Recebeu uma visão de Deus (v.4-10);
·         Recebeu uma ordem de Deus (v.11-12);
·         Recebeu uma preparação de Deus (v.13-14);
·         Tudo que aconteceu foi mediante a ação de Deus (v.15-17).

Precisamos aprender com Pedro, quando você for caluniado, quando levantarem boatos sobre sua conduta moral, quando falarem inverdades acerca de algum fato que presenciou de longe ou pegou o bonde andando. Não vingue, brigue, xingue, porém tenha mansidão, humildade e sabedoria, assim Deus abençoará a sua vida e da (as) pessoa (as), que falou aquilo que não tinha certeza, conversas frutos de fofoca.
Conclusão: Devido a conversas de terceiros, Pedro foi julgado precipitadamente pelos líderes de Jerusalém, mas com mansidão, humildade e sabedoria o mesmo explicou tudo que havia acontecido e o resultado da sua explicação está no verso 18: “Ao ouvir o relato, eles ficaram quietos e, em seguida, começaram a louvar a Deus: “Então aconteceu! Deus se manifestou a outras nações, abrindo para elas o caminho”. F.F Bruce diz: “... pararam de criticar e começaram a louvar”.
Os líderes descobriram que os fatos não era bem aquilo que ouviram de terceiros. Imagina se Pedro não explica, como ficaria a evangelização dos gentios sem o apoio de Jerusalém, cidade do berço da fé?
Muitas vezes somos faladores, como as pessoas que contaram aos líderes de Jerusalém, outras vezes somos como os líderes que recebem como verdade aquilo que pessoas ouviram falar e ainda outros são como Pedro, são julgadas, condenadas e injustiçadas, mas mesmo assim agem com mansidão, humildade e sabedoria.
Como estamos agindo diante dos fatos narrados e explicados acima? O que precisamos mudar para sermos mais parecidos com Cristo?
Não julgue antes de saber a veracidade dos fatos! 
Deus abençoe nossas vidas e nos ajude a sermos pessoas melhores a cada dia!!!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo


Por Luciana Louzada

Todos os anos centenas, aliás, milhares de pessoas cantam esses versos, a esperança de que no novo ano, todos os problemas sejam resolvidos, as dívidas sejam exterminadas, a pobreza e todo sofrimento humano acabe se renova quando o relógio marca meia-noite no dia 31 de dezembro. Porém, a realidade não é bem essa...Na virada do ano a única certeza que temos de ter no centro dos nossos corações é a mesma dita em I Samuel 7.12, “Ebenézer, até aqui nos ajudou o Senhor.” Se ficamos vivos, se tivemos algo para comer, se ficamos felizes é porque Ele permitiu. Somente a graça de Deus para nos manter vivos. Um ano inteiro se passou e o que ficou? Qual o rastro deixado? Pense nisso nessa virada, qual a imagem que você pretende deixar para seus familiares, amigos e conhecidos? Não digo sobre avaliar o que as pessoas pensam sobre você, mas sim analisar suas atitudes diante das situações que lhe são propostas pela vida. Será que você confia mesmo, totalmente em Deus? Ou na primeira luta do ano você se desespera, chora e pensa que tudo está perdido. Final de ano é momento de se reunir com as pessoas que você ama, mas também um momento de reflexão. 2013 bate a porta, como você vai receber o novo ano? Com um sorriso realmente branco no rosto e com os olhos fitos nEle, de alma e esperança renovados, ou o ano novo será de muita festa, alegria, sorrisos, mas no dia 01 todo esse sentimento será tão volátil que desaparecerá?Um texto de poucas linhas e tantas interrogações, a intenção é de trazer a tona os bastidores das comemorações de final de ano e mostrar que a felicidade e o sentimento de reciprocidade do natal e da noite de ano novo durem por todo calendário. Afinal foi assim que Ele nos ensinou. “Amai ao próximo como a ti mesmo”,(Mateus 22.39). A grande verdade desse versículo está nas entrelinhas, só podemos amar alguém quando amamos a nós mesmos. Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira, que nesse novo ano sejamos mais verdadeiros conosco mesmos, que sejamos mais fiéis a Ele e fiéis a Sua Palavra. Que possamos olhar mais para o lado, estender a mão e não ficar preso apenas ao nosso próprio umbigo.Deus te abençoe, e que 2013 seja um ano de transformações verdadeiras na sua vida!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Deus que nos toma pelo colo

Por Leandro Louzada

Isaías 46.3-4

O profeta Isaías, apresenta duas divindades da Babilônia, Bel (Também chamado de Marduk) e Nebo (Filho de Bel). Isaías descreve nos versos 6 e 7 de que maneira estes ídolos eram fabricados pelas mãos dos ourives. Depois de prontos, estes eram carregados por seus adoradores e colocados no lugar que seriam adorados. Eles precisavam ser carregados porque não podiam se mover e nem tão pouco falar. A Babilônia é tomada por Ciro, rei da Pérsia, e seus soldados passam a saquear os templos da cidade. Os deuses são carregados como de ponta-cabeça, como cadáveres, pelas ruas. Os deuses que eram carregados orgulhosamente pelos ombros, nas procisões, agora são carregados como lixo inútil, tornando-se fardo para seus adoradores.
 Deus então diz: “Eu não sou como Bel e Nebo. Não preciso ser carregado, Sou o Deus vivo e exaltado. Eu tenho carregado vocês desde que foram concebidos, e mesmo depois de velhos eu ainda os carregarei” (v.3-4). Deus carrega os nossos fardos, mas como?

 1)Guiando as nossas vidas
 Quando pegamos alguém no colo e andamos com ele, temos o poder de guiar e levar aquela pessoa para onde quisermos. Assim Deus faz conosco, quando estamos no colo de Deus, ele nos guia e conduz as nossas vidas da melhor forma possível. (Sl 68.19) O problema é que muitas vezes não deixamos Deus carregar os nossos fardos. Comentemos uma grande tragédia:

 2)Tentamos carregar Deus ao invés de sermos carregados.
 Você me pergunta, como carrego Deus? Quando você tenta manipular Deus e forçá-lo a fazer sua vontade, quando você pensa que pode andar com Deus em apenas alguns lugares...
 Os babilônicos foram humilhados, porque preferiram carregar seus deuses. E você qual será sua opção? (Leia Mateus 11.30).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Voltando ao fervor espiritual

Por Leandro Louzada

Texto Base: Apocalipse 3.14-22

De todas as cartas às igrejas da Ásia, esta é a mais severa. A cidade de Laodicéia era importante por sua localização, ficava no meio de grandes rotas comerciais. Era considerada o lar dos milionários, era uma cidade de banqueiros e de transações comerciais.
Ao invés da igreja transformar a cidade ela estava conformada com suas práticas. Os crentes de Laodicéia eram frouxos, sem entusiasmo, caráter e sempre prontos a comprometerem com o mundo. Eles pensavam que todos eles eram pessoas boas e por causa disso estavam conformados com sua vida espiritual.

A cidade de Laodicéia era:
•Um centro bancário e financeiro – A cidade era tão rica que não sentia a necessidade de Deus.
•Um centro de indústria de tecidos – Produzia uma lã especial e famosa no mundo inteiro. Se orgulhava da roupa que produzia.
•Um centro médico de importância – Havia uma escola de medicina famosíssima. A fabricação de colírio era o remédio mais importante fabricado por ela.
•Um centro de águas térmicas – A região era formada por três cidades: Colossos, Hierápolis e Laodicéia. Em Colossos havia uma fonte de água fria, Hierápolis quente e Laodicéia morna.
Diante deste contexto, Cristo faz um diagnóstico da Igreja de Laodicéia:

1.Falta de fervor espiritual da igreja (3.15)
O problema da igreja não era desviou teológico, nem moral, ninguém estava perseguinda a igreja. O grande problema da igreja era a apatia, a acomodação e frieza espiritual.

Na vida cristã existem três temperaturas espirituais:
I.Um coração ardente (Lucas 24.32)
II.Um coração frio (Mateus 24.12)
III.Um coração morno (3.16)

O braseiro do nosso coração deve ser cutucado, alimentado e soprado até incendiar

2.Um crente morno é pior do que um incrédulo frio (3.15-16).
Uma pessoa morna é aquela em que há um contraste entre o que diz e o que pensa ser, de um lado, e o que ela realmente é, de outro. Ser morno é ser cego à sua verdadeira condição.
“É mais honroso ser um ateu declarado do que ser um membro incrédulo de uma igreja evangélica – Arthur Blomfield.

A indiferença espiritual é pior do que a frieza.

3.A auto-confiança da igreja era falsa (3.17).
A igreja achava que era rica e era pobre. A igreja disse: “Não preciso de coisa alguma”. Por causa do seu amor ao dinheiro, tinham uma falsa segurança. A igreja não tinha consciência da sua condição.
Ela estava orgulhosa do seu ouro, roupas e colírio, mas era pobre, nua e cega. Eles achavam que estavam indo bem na sua vida religiosa, mas estavam afundados.
Eram mendigos porque não podiam comprar o perdão dos seus pecados, nus porque não tinham roupas adequadas para apresentarem diante de Deus e cegos porque não enxergavam suas condições espirituais.

4.Um crente morno produz náuseas (3.16)
Quando perdemos nossa paixão, entusiasmo e fervor, provocamos náuseas em nosso salvador. Jesus tinha mais esperança nos publicanos e pecadores do que nos fariseus.

Jesus aponta o estado que a igreja de Laodiceia estava, faz um diagnostico dela, mas agora ele fará um apelo a igreja.

1.Cristo se apresente como um camelô espiritual (3.18).
Ele não ordena, porém aconselha a igreja a “comprar dele...” E o melhor o seu preço é de graça, pois o preço já foi pago na cruz do calvário.
Há uma grande notícia para os cegos, mendigos e nus. Eles são pobres mas Cristo tem ouro, eles estão nus, mas Cristo tem roupas, estão cegos, mas Cristo tem colírios para seus olhos.

2.Cristo chama a igreja para uma mudança de vida (3.19).
Jesus disciplina e repreende pois os ama. Antes de revelar seu juízo ele demonstra misricordia. Ele nos ama, chama-nos ao arrependimento, nos perdoa e nos dá uma nova chance de recomeçar.
Devemos trocar a mornidão pelo fervor genuíno.

3.Cristo convida a igreja a cear com Ele (3.20).
Cristo estava do lado de fora da igreja, ela não tinha comunhão com Ele. De qual maneira Cristo bate a porta? Através das Escrituras, de um sermão, de um hino, de um acidente, uma doença. É preciso ouvir a voz de Jesus.

Cristo nos convoca para uma mudança de atitude, nós estamos cegos, pobres e nus, ele quer nós mudar, com o colírio espiritual, o ouro celeste e novas vestimentas. Ele diz que esta na porta batendo, igreja batista em industrial, Cristo bate agora na porta do coração de cada um de vocês, querendo produzir um relacionamento genuíno com cada um de vocês.

Fonte: Comentário Bíblico do livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 20 de março de 2012

Igreja Batista: Difícil de governar?

Por C.H. Spurgeon

Na supervisão e direção de uma igreja é necessário o auxílio do Espírito. No fundo, o principal motivo da divisão de nossa denominação está na dificuldade proveniente do nosso governo eclesiástico. Tem-se dito que "tende à intranqüilidade do ministério." Sem dúvida, é muito penoso para quem suspira pelas dignidades oficiais e sente necessidade de ser o Excelentíssimo Senhor Oráculo, diante de quem até um cachorro fica proibido de latir. Os incapazes de dirigir algo além de bebês são justamente as pessoas que têm maior sede de autoridade e, vendo-se mal aquinhoados dela nestas partes, procuram outras regiões. Se você não pode governar-se a si próprio, se não é varonil e independente, se não é superior quanto ao peso moral, se não tem maior dom e graça do que os seus ouvintes comuns, poderá vestir uma toga e ter a pretensão de ser o líder da igreja — mas, não numa igreja de governo batista ou neotestamentário. De minha parte, detestaria ser pastor de pessoas que nada têm que dizer, ou que, se chegam a dizer algo, bem podiam ter ficado caladas, pois o pastor é Sua Excelência, o Soberano, e os demais são leigos — cada qual um João-ninguém. Preferiria antes ser líder de seis homens livres, cujo entusiástico amor fosse o meu único poder sobre eles, do que bancar ditador de uma vintena de nações escravizadas.
Que posição é mais nobre do que a do pai espiritual que não se arroga autoridade e, todavia, é estimado por todos, e cuja palavra é dita apenas como terno conselho mas é recebida i Orno tendo força de lei? Ao consultar os desejos de outros, vê que o primeiro desejo deles é saber o que ele recomenda e, cedendo sempre aos desejos de outros, vê que se alegram em ceder aos seus. Amorosamente firme e generosamente gentil, é o chefe de todos porque é servo de todos. Isto não requer sabedoria do Alto? Que poderia ter maior necessidade dela? Quando Davi se estabeleceu no trono, disse: "É Ele que submete a mim o meu povo." E assim pode falar todo feliz pastor quando vê tantos irmãos de temperamentos diversos querendo alegremente estar sob disciplina e aceitar a sua liderança na obra do Senhor. Se o Senhor não estivesse entre nós, logo haveria confusão. Ministros, diáconos e presbíteros, todos precisam ser sábios, mas se o pombo sagrado parte, e o espírito de contenda entra, é o fim para nós. Irmãos, o nosso sistema não funcionará sem o Espírito de Deus, e me alegra que não funcione, pois as suas paralisações e suas roturas chamam a nossa atenção para o fato da Sua ausência. Nunca se teve a intenção de que o nosso sistema promovesse a glória de sacerdotes e pastores, mas é planejado para educar cristãos varonis, que não releguem a sua fé à segundo plano. Que sou eu, e que são vocês, para que devamos ser senhores dominando a herança de Deus? Algum de nós se atreverá a dizer com o rei francês, "L'état, c'est moi" — o estado sou eu" — eu sou a pessoa mais importante da minha igreja? Se for assim, não é provável que o Espírito Santo faça uso desses instrumentos inadequados. Mas se conhecemos os nossos lugares e desejamos conservá-los com toda a humildade, Ele nos ajudará, e as igrejas florescerão sob os nossos cuidados.

Fonte: Lições aos meus Alunos - Volume 1 - C. H. Spurgeon - Editora PES